Mais um ano termina, e chegou a hora de refletirmos sobre o que vimos de bom (e de péssimo) na televisão nesses últimos 12 meses. 2011 não pode ser considerado um ano genial na televisão, mas tivemos algumas boas surpresas. Por isso, os colaboradores do blog reservaram alguns minutos para eleger as jóias e as bombas de 2011, e corrigir algumas das injustiças do universo. É uma grande brincadeira, e esquecemos de algumas categorias importantes (como assim, não tem melhor comédia para premiar Community? Como assim não tem nenhuma série britânica na lista?), mas vale para encerrarmos os trabalhos do ano em ritmo de festa. Para vocês que nos acompanham, nossos votos de um feliz ano novo e mandem bala aí nos comentários para concordar ou discordar das nossas escolhas. Com vocês, os melhores e piores de 2011 nas séries:
Melhor série – Game of Thrones
Não teve pra ninguém em 2011. A brilhante adaptação da HBO para a história de George R. R. Martin monopolizou conversas e deixou todo mundo ansioso pelas outrora entediantes noites de domingo. Com um excelente roteiro, atuações inspiradas e personagens carismáticos, Game of Thrones fez muita gente correr para as livrarias para se aprofundar no universo criado pelo escritor. Equilibrando inúmeras tramas paralelas e elementos sobrenaturais, Game of Thrones não decepcionou nunca, proporcionando muitos momentos memoráveis.
Melhor ator – Bryan Cranston
É marmelada! Cranston arrebata todos os prêmios aos quais concorre desde a estreia de Breaking Bad, e por aqui não foi diferente. A interpretação do professor Walter White é espetacular, repleta de nuances. Todas as mudanças de humor e caprichos do químico que se torna fabricante de metanfetamina são retratadas com precisão por Cranston, que nessa quarta temporada brilhou ainda mais – apoiado pelos igualmente talentosos Aaron Paul, Anna Gunn e Giancarlo Esposito.
Melhor atriz – Mireille Enos
Mesmo com um final que desapontou quem esperava descobrir a identidade do assassino de Rosie Larsen, The Killing ofereceu um presente e tanto para os espectadores: a forte interpretação da quase desconhecida Mireille Enos, que brilhou como a detetive Sarah Linden. Ela conseguiu retratar de maneira perfeita os dois lados da personagem, obcecada em resolver o caso enquanto enfrenta problemas pessoais com o noivo e com o filho adolescente. Além disso, a belíssima Mireille conseguiu imprimir uma realidade à Sarah poucas vezes vista na televisão: enquanto outras detetives são retratadas como glamourosas, correndo de salto alto sem desmanchar o cabelo e a maquiagem, a policial era gente como a gente e não parecia muito preocupada com o visual na chuvosa Seattle.
Melhor ator coadjuvante – Ty Burrell e Peter Dinklage
Olha o empate aí, gente! O prêmio de melhor ator coadjuvante foi dividido entre dois atores que conseguiram transformar personagens que poderiam facilmente ser caricatos em criaturas adoráveis – especialmente no caso de Ty Burrell. Não é a toa que ambos papam prêmios por aí. Burrell transformou o pateta e atrapalhado Phil Dunphy em um dos personagens mais deliciosos da televisão. Assim como seu personagem, o ator vive na corda bamba para não cair no exagero – tarefa que ele cumpre com louvor. Já Dinklage provou em Game of Thrones que, apesar de sua estatura, é um grande ator. Seu Tyrion Lannister alterna muito bem entre a vilania e a bondade, sempre buscando o respeito da família que não o leva a sério. Ele é definitivamente, um dos ingredientes que fez a série ser tão bem sucedida.
Melhor atriz coadjuvante – Sofia Vergara
Quem não ama Sofia Vergara? A atriz colombiana dá aquele tempero latino a Modern Family, e mostrou que é bem mais que um rostinho (e um corpão) bonito. Sua Gloria é amável e engraçada (quem não adora quando ela tem dificuldades com a língua e o sotaque), e não é por acaso que a moça se tornou uma das atrizes mais requisitadas em Hollywood, estrelando sucessos como Os Smurfs. E além de tudo, ela ainda é uma fofa no Twitter. Somos fãs!
Melhor episódio e melhor cena de 2011 – “Baelor”, Game of Thrones
“Baelor” foi, indiscutivelmente, o episódio mais comentado do ano. Quem diria que os produtores e roteirista de Game of Thrones teriam coragem de fazer o até então protagonista da série Ed Stark literalmente perder a cabeça? E que interpretações magníficas de Sean Bean e Maise Williams! Nos dias seguintes, só se falava em Game of Thrones nas redes sociais, e quem ainda não via a série correu para conferir. Para relembrar tudo que aconteceu, confere o review que a gente publicou na época.
Melhor beijo – Damon e Elena no episódio “As I Lay Dying”, de The Vampire Diaries
Para o delírio dos fãs do casal Delena, o tão esperado beijo saiu. Com declaração e tudo. Damon estava vulnerável, Elena estava preocupada com ele e não sabia se o, até então, cunhado, iria sobreviver, então sucumbiu ao desejo. Claro que Damon dizendo que merecia o que estava passando, foi um incentivador a mais para a garota. Afinal, não conheço alguém que resistiria tendo Ian Somerhalder dizendo, em seus braços, que merece morrer por causa de suas escolhas, mas não se arrepende, já que elas que o levaram a conhecê-la. Merecidamente o melhor beijo de 2011! Vocês podem conferir a cena aqui.
Pior série – Terra Nova
Série com dinossauros comandada por Steven Spielberg só pode ser coisa boa, certo? Errado! Terra Nova decepcionou os espectadores na mesma medida em que tinha criado expectativas. Roteiro fraco, beirando o ridículo, atuações preguiçosas e (d)efeitos especiais tosquíssimos renderam à estreante o título de pior série de 2011. Mas tem gente que gosta, como vocês poderão ver daqui a pouco.
Melhor reality show – The X Factor UK
Os fãs da versão britânica de The X-Factor não estavam lá muito animados para essa temporada: 3/4 do painel de jurados/mentores foi substituído, e Simon Cowell, Cheryl Cole e Dannii Minogue deram lugar a Kelly Rowland, Gary Barlow e a praticamente desconhecida fora do Reino Unido Tulisa Contostavlos. Mas a substituição se revelou acertada quando o programa levou adiante concorrentes polêmicos como Kitty Brucknell e Johnny Robinson. Além disso, o clima esquentou na bancada, com discussões animadas e boatos que fizeram a alegria dos x-factor maníacos. Para coroar a boa temporada, as meninas do Little Mix – da mentora estreante Tulisa – levou o título. Feito inédito em todas as edições do programa, que jamais sagrou um grupo como campeão.
Pior atuação – Nicole Scherzinger (The X-Factor US)
Enquanto a versão britânica bombava, o incensado The X-Factor americano se afundava mais a cada episódio exibido. Com uma edição péssima, copos da Pepsi em excesso, apresentações medianas e o tal prêmio de US$ 5 milhões citado a cada dois minutos, o último prego no caixão do programa foi o afastamento de Cheryl Cole e a ascensão de Nicole Scherzinger de apresentadora a jurada e mentora. Com comentários completamente inúteis (“você é meu fofinho”, “você é minha lindinha”, “você é o raio de sol que aquece o meu dia”, foi nesse nível a coisa) e tentativas patéticas de arrumar treta com os outros jurados, a ex-Pussycat Doll foi a coisa mais ridícula da televisão em 2011. A última gota d’água foi quando ela se absteve de votar em uma eliminação que não envolvia nenhum de seus atos e acabou mandando embora a menina Rachel Crowe, uma das favoritas do público. Nicole foi vaiada, teve uma crise de choro e queimou de vez seu filme com Simon Cowell e os espectadores. O lado bom da vida é que é muito improvável que ela volte na próxima temporada – talvez melhore, né?
Série que merece o cancelamento imediato – Pretty Little Liars
É, não está sendo fácil. A história das pequenas mentirosas já dura duas temporadas e não foi pra lugar nenhum. As pistas sobre a identidade de A não levam a nada, os romances das meninas são ridículos, as personagens não são carismáticas – a única coisa que se salva é o figurino das protagonistas. Aqui em casa já foi cancelada faz tempo, mas fica o apelo para o pessoal da ABC Family tirar essa bomba do ar e colocar algo que preste no lugar – a emissora já provou que é capaz de fazer melhor.
Melhor trilha Sonora – Glee
As segunda e terceira temporadas de Glee mostraram que a série não tem muito fôlego e desagradaram muita gente, mas em um quesito a série se mantém imbatível: na trilha sonora. As versões de sucessos da música pop e a inserção de algumas músicas inéditas na trama são o que salvam a criação de Ryan Murphy e seguram a audiência. Para aqueles que amam as músicas e detestam o roteiro, fica a dica: foi lançado um DVD chamado Glee Encore que só tem os números musicais e poupa muito do nosso tempo.
Melhor guilty pleasure – Terra Nova e Switched at Birth
Não falei que tinha gente que gostava de Terra Nova? Enquanto alguns dos colaboradores elegeram a série como a pior de 2011, outros votaram na trama como o melhor guilty pleasure. Como dizem por aí, gosto é que nem bunda, cada um tem o seu! O outro guilty pleasure da galera é a bonitinha Switched at Birth, que fez muito marmanjo chorar em frente à televisão com as aventuras de duas adolescentes que descobriram que foram trocadas na maternidade.
Pior cena – O zumbi no poço em The Walking Dead
Se alguém achou que The Walking Dead havia chegado ao fundo do poço (ha, trocadalho do carilho!) na primeira temporada, quando os personagens tiveram que se cobrir de tripas para escapar dos zumbis, se enganou. Agora, se alguém tinha curiosidade de saber qual seria o efeito constante da água na pele de um zumbi, descobriu no episódio “Cherokee Rose”. Na nossa opinião, a cena mais nojenta e desnecessária de 2011. Taí o vídeo, confira por sua conta e risco. Não diga que a gente não avisou.
Pior casal de 2011 – Ben e Vivien, American Horror Story
Foi um ano de casais bizarros na televisão, e mesmo que a gente ainda esteja com a insinuação de um romance entre Deb e Dexter Morgan entalada na garganta, o prêmio de pior par da ficção vai para os protagonistas da primeira temporada de American Horror Story, Ben e Vivien. A DR infinita, a estupidez em não perceber o óbvio ululante e não dar o fora da Murder House, a péssima atuação de Dylan McDermott… sinceramente, não sei o que incomodou mais. O lado bom é que a tia velha do Ryan Murphy já confirmou outro elenco e outra casa na segunda temporada. Que os Harmon fiquem apenas na memória, que já tá bom demais!
Fonte: Sobre Tv












